16 janeiro, 2018

O crime é OCULTAÇÃO de patrimônio. Qual a dificuldade para os petistas entenderem?

Flavio Morgenstern
Fonte: http://sensoincomum.org/2017/05/17/crime-ocultacao-patrimonio/


Antes de falar em "escritura" ou que o triplex é na verdade da OAS, explique ao amigo petista: o crime é de ocultação. Ocultação. Ocultação!

[...]

Na linguagem totalitária, tudo é exagerado (“fascistas! golpe! destroem nossos direitos!”), enquanto a vida real continua completamente normal. O falante de uma linguagem totalitária é hipersensibilizado e reage a qualquer palavra de imediato, sem formá-la em uma frase (que dirá um argumento lógico, um discurso multifacetado, uma investigação com idas e vindas) e já sai correndo ao abraço ou ao cadafalso a cada vocábulo proferido (“homofobia! machismo! racismo! nazismo!”).

Graças a esta doença da linguagem e ao ensino socio-construtivista de Paulo Freire e quejandos, petistas e aqueles encantados pelo canto da sereia do discurso “social” da esquerda estão com uma dificuldade brutal de entender o que está em jogo na investigação do triplex no Guarujá e no sítio de Atibaia, utilizados por Lula.

O crime investigado é o de ocultação de patrimônio. Ocultação. Não ostentação, em termos capazes de serem apreendidos até por leitores de Leonardo Sakamoto. É ocultação. O ato de ter um patrimônio e ocultá-lo.

Para a esquerda, tão viciada em falar de “sonegação” e tentar resolver todos os problemas do mundo aumentando impostos, tirando dinheiro do bolso do trabalhador e o transferindo para o controle de políticos (o que pode dar errado?), bastaria fazer uma analogia. Talvez reclamar que Lula não tem pagado os impostos ajudaria a deixar esquerdistas com os cabelos em pé.

É claro, é preciso manter tal informação tríplice fresca nas sinapses (Lula desfruta de um bem; o bem não é dele; ele oculta que desfruta do bem) e adicionar o componente que transfere o caso de mero problema com a tão amada Receita Federal para a esfera criminal: o patrimônio, ao que tudo indica, lhe foi dado como propina em troca da facilidade de contratos com o governo.

Correlato à ocultação de patrimônio, há o crime de lavagem de dinheiro.

Ora, é algo simples de entender: ao invés de dinheiro vivo, o que daria nas caras mesmo do partido mais profissional na lavagem de dinheiro, Lula recebia diretamente os bens milionários, sem precisar passar dinheiro por sua conta, o que faria com que a operação fosse percebida.

Assim, quando a defesa de Lula saca imediatamente a frase feita “Não há escritura em nome de Lula” para dizer que ele está ileso, está apenas jogando para a plateia de trouxas que sabem serem trouxas manipuláveis, tratando-os como imbecis: afinal, é tautológico que, num processo de ocultação de patrimônio, o patrimônio está oculto (se houvesse escritura, Lula dificilmente seria obrigado a mostrar como tem dinheiro para um triplex).

Juridicamente, é nulo: o juiz sabe muito bem. Para manipular uma militância que julgam ter a capacidade de raciocínio de uma planária, é uma aposta certa. Como Lula só não está preso pela comoção social, sua defesa sabe bem o que faz.

O mesmo se dá quando Lula garante que o triplex é da OAS. Pode facilitar a reação de quem pensa em uma única camada, de quem reage de pronto a qualquer palavra como uma mosca varejeira segue a direção de excrementos: juridicamente, ainda é o que a própria acusação está lhe dizendo. Ou quando blogs dizem que “não encontraram documentos provando que o triplex é de Lula” (o mesmo que precisar haver “documentos” provando que o dinheiro na Suíça é de Eduardo Cunha).

[...]

A confissão é a rainha de todas as provas – confessio regina probationum est, já sabiam os romanos. Se os indícios apontam para diversas reuniões que Lula não consegue explicar, documentos atestam que o triplex era um “presentinho” pelo qual ele nunca iria pagar (afinal, estavam praticando ocultação de patrimônio), há confissões e mais confissões que apenas complicam a vida dos confessores e a defesa Lula só sabe repetir que o triplex era na verdade da OAS e que não há nenhuma escritura com assinatura de Lula (mas há documentos em seu apartamento relativos à pequena gorjeta de três andares), quem ainda é trouxa de acreditar numa defesa repetindo flatus vocis, palavras vazias, para tontos repetirem asnaticamente?

29 novembro, 2017

É melhor jogar papel higiênico no lixo ou no vaso?

A maioria dos brasileiros joga papel higiênico usado no lixo, algo que é encarado com surpresa por americanos ou europeus que vêm fazer turismo por aqui. É que, nesses países, quase todo mundo joga tudo na privada, e morre de nojo de pensar em manusear o cesto com resquícios de fezes diariamente.

Jogar papel higiênico no vaso sanitário em diversos países do mundo é uma prática comum.

Tem a grande vantagem de afastar rapidamente o resíduo, evitando manipulação e possíveis contaminações, pois pula etapas como o armazenamento em lixeiras (e o uso de saquinhos), evita a coleta manual e transporte na via urbana.

Evitar o descarte no vaso sanitário, no Brasil, é algo que está ligado a um motivo muito simples: pouco mais da metade das casas têm acesso à rede coletora de esgoto.

Não se trata apenas de lugares pobres. Você pode passar as férias em uma bela casa no litoral e descobrir que, lá, xixi e cocô são direcionados para fossas sépticas, tanques enterrados no quintal com substância que digerem os sólidos, permitindo um descarte mais seguro para o meio ambiente. E a questão é que o papel higiênico pode entupir as fossas, prejudicando todo o processo.

Já para quem conta com rede coletora de esgoto, jogar papel higiênico na privada está liberado com algumas ressalvas.

Veja a resposta da Sabesp, empresa de saneamento paulista, para a pergunta:

"O papel higiênico pode ser jogado na privada, quando não houver problemas com entupimento na rede interna, o que ocorre somente em redes domiciliares antigas e com traçado com muitas curvas. Em geral, em prédios, devido à maior pressão da água e os desníveis elevados, não há obstruções por este resíduo."

A companhia ressalta que a medida vai ao encontro da recomendação das Vigilâncias Sanitárias, de evitar a manipulação de papel sujo com fezes, um resíduo contaminado microbiologicamente.

E continua: "Nos coletores tronco da rede pública (diâmetro superior a 300 mm) não há registro de casos de obstrução atribuível ao papel higiênico, que rapidamente se desagrega com o fluxo de água. Nesse caso, as obstruções estão associadas a resíduos como cabelos, fibras/pelos, fio dental, lixo plástico, preservativos, absorventes higiênicos, hastes flexíveis, aparelhos de barbear descartáveis, pontas de cigarro, brinquedos etc., que deveriam seguir para o lixo ou para reciclagem".

Ainda de acordo com a Sabesp o papel higiênico – tanto faz se mais fino ou mais grosso – vai ser parcialmente dissolvido na água.

Eu sou a favor de se jogar o papel no vaso, já que o impacto ambiental do papel higiênico é menor, pois será decomposto pelos micro-organismos nas estações de tratamento de esgoto.

31 dezembro, 2016

Tempo que foge!

* Ricardo Gondim

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos à limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

Soli Deo Gloria.

* Ricardo Gondim Rodrigues é teólogo brasileiro, presidente nacional da Igreja Betesda, presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, conferencista. Tem programa de rádio e é colunista de vários veículos de comunicação. http://www.ricardogondim.com.br/poemas/1401/

09 dezembro, 2016

O Brasil é um monstro que nos engole todos os dias

"Você talvez tenha mais chance de escapar da ferocidade nacional se for um mico-leão-dourado, uma ararinha-azul ou uma baleia jubarte."

Por Mario Sabino*
Dois turistas italianos entraram numa favela carioca e um deles foi executado por traficantes. Levou um tiro na cabeça e outro no braço. Ambos viajavam de motocicleta pela América do Sul. Ainda está nebuloso se foram parar na favela por engano, guiados pelo aplicativo Waze, ou se à procura de uma peça de moto. Não importa.

Recentemente, Marcelo Crivella, prefeito eleito do Rio de Janeiro, disse que pretendia ressarcir turistas roubados na cidade. Pode-se ressarcir alguém por um celular, uma carteira, uma bolsa — mas como ressarcir por uma vida?

A vida é um valor inestimável, sim, mas no Brasil não tem valor nenhum. Seja a de brasileiros ou estrangeiros. Repiso que somos o líder mundial em homicídios. São quase 60 mil por ano. Você talvez tenha mais chance de escapar da ferocidade nacional se for um mico-leão-dourado, uma ararinha-azul ou uma baleia jubarte.

Nada contra os bichos. O Brasil, contudo, precisa criar também a proteção ecológica de seres humanos decentes. Os únicos da espécie que contam com medidas protetivas eficazes, de vida e patrimônio, são os bandidos de colarinho branco.

Ao escrever “seres humanos”, veio-me à cabeça um texto de Paulo Mendes Campos, de quem tive a honra de ser amigo, ainda que no finalzinho da sua vida. Em 1969, ele escreveu:

“Imaginemos um ser humano monstruoso que tivesse a metade da cabeça tomada por um tumor, mas o cérebro funcionando bem; um pulmão sadio, o outro comido pela tísica; um braço ressequido, o outro vigoroso; uma orelha lesada, a outra perfeita; o estômago em ótimas condições, o intestino carcomido de vermes… Esse monstro é o Brasil."
Os turistas italianos foram engolidos por esse monstro. Nós somos engolidos por esse monstro todos os dias.

* Mario Sabino jornalista e escritor. Foi redator-chefe da revista Veja até o final de 2011, e atualmente escreve em O Antagonista.

19 agosto, 2016

​"Sensacionalista" com muito orgulho

Por Mario Sabino


Quando atacam O Antagonista, os detratores do site costumam usar o adjetivo "sensacionalista", entre outras delicadezas.

O sensacionalismo é definido pelo Dicionário Aurélio como "divulgação e exploração de matéria capaz de emocionar, impressionar, indignar ou escandalizar".

Em geral, aplica-se o qualificativo aos tabloides que se dedicam a vasculhar a intimidade de celebridades dos mais diversos campos e tirar proveito de tragédias.

Não há como negar que O Antagonista divulga e explora a política brasileira como um dado emocionante, impressionante, capaz de indignar e escandalizar. O adjetivo "sensacionalista" é, portanto, aplicável ao site.

Para infortúnio dos detratores de O Antagonista, no entanto, esse é justamente o motivo do nosso sucesso. Conseguimos transformar o sensacionalismo em algo positivo, ao tratar sem mesuras -- e, quando é o caso, aos gritos escandalizados -- esse espetáculo indecoroso que é a política brasileira. Com isso, atraímos uma legião de leitores que andava entorpecida pelo jornalismo de gabinete que contamina as publicações tradicionais. Com isso, atraímos uma legião de leitores que jamais havia se interessado por política, pelo fato de a enxergarem lá longe, como um mundo apartado da vida real -- quando é justamente o contrário, a política é que está por trás de todas, absolutamente todas, as mazelas que infernizam o cotidiano do país.

No Brasil, confunde-se equilíbrio jornalístico com medo do poder e, não raro, certa cumplicidade com mandachuvas. Ouve-se com "imparcialidade" até bandido flagrado com dólar encontrado na cueca. Como sou "extremista", permito-me dizer que, estivesse cobrindo o Tribunal de Nuremberg, a imprensa nacional de hoje em dia iria ouvir o choro dos advogados de Hermann Goering ou Alfred Rosenberg, a fim de "compensar" as acusações contra esses monstros nazistas. E todos eles "teriam exterminado judeus e outras minorias", porque a "presunção de inocência" deve valer até o fim. O mais curioso é que tanta "isenção" não levou a que os jornais errassem menos. Só se tornaram mais anódinos.

Agradeço, portanto, o adjetivo "sensacionalista" que volta e meia nos dirigem. Enquanto tivermos leitores, continuaremos a emocioná-los, indigná-los e escandalizá-los com o escândalo que é a política brasileira, porque estamos do lado dos cidadãos do bem e queremos que eles (nós) mudem o país. E também seguiremos tentando diverti-los, porque às vezes só dá mesmo para fazer piada com as mentiras que essa gente nos conta.

05 junho, 2016

O Antagonista - Exclusivo: Dilma repassou R$ 11 milhões a blogueiros em 2016

Vergonha!!!

Sob comando de Miriam Belchior, a Caixa foi generosa com os blogueiros e sites amigos do PT.

Brasil 247, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum, Carta Maior e Conversa Afiada foram beneficiados com contratos acima de meio milhão. Todos com duração até dezembro - cancelados por Michel Temer.

Clique aqui e veja a lista completa: http://m.oantagonista.com/posts/exclusivo-dilma-repassou-r-11-milhoes-a-blogueiros-em-2016

04 maio, 2016

Seria ridículo se não fosse trágico

É inaceitável que o bloqueio ao WhatsApp, que afeta tanta gente, não seja esclarecido em seus mínimos detalhes

CORA RÓNAI
03/05/16

E, mais uma vez, os cem milhões de brasileiros usuários do WhatsApp foram prejudicados por um juiz de interior que ainda não entendeu como a tecnologia funciona — ou, se entendeu como a tecnologia funciona, certamente ignora como funciona a sociedade brasileira, cada vez mais dependente do aplicativo através do qual se comunica com rapidez e economia.

A ação por trás da suspensão do WhatsApp corre em segredo de Justiça. Sabe-se, vagamente, que tem a ver com uma investigação sobre drogas e sobre crime organizado na cidade de Lagarto, que tem pouco mais de cem mil habitantes — mas nem eles mereciam esse castigo. O juiz Marcelo Montalvão, que ordenou a suspensão, disse, através de nota, que não vai se manifestar a respeito do assunto; e, ato contínuo, tirou a segunda-feira de folga.

Está tudo — absolutamente tudo — errado nessa história. Um serviço essencial como o WhatsApp não pode sair do ar por causa dos caprichos de uma única pessoa, seja ela ou não um juiz togado. Além disso, suspender um serviço de comunicação do qual tanta gente depende, sob a alegação de que a empresa que o oferece não prestou certas informações, equivale a suspender o fornecimento de água ou de luz à população porque as concessionárias se recusam a cumprir uma eventual ordem judicial. Ou proibir a circulação de táxis porque criminosos às vezes usam táxis para fugir da polícia. A decisão penaliza os usuários, que não têm nada a ver com o caso.

Há ainda a agravante de que o WhatsApp não pode fornecer à justiça informações de que não dispõe. Mensagens não ficam registradas nos seus servidores. E, mesmo que ficassem, não poderiam ser abertas, já que são criptografadas. Tudo isso já foi repetido à exaustão pelos executivos da empresa e por especialistas consultados a respeito do assunto. A essa altura, todo mundo sabe disso. Isso é, todo mundo, menos, aparentemente, o juiz Montalvão, da comarca de Lagarto, que mais uma vez expõe a sua cidade (e o nosso país) ao ridículo.

Um serviço como o WhatsApp só poderia ser suspenso em circunstâncias excepcionalíssimas — e, ainda assim, tenho minhas dúvidas se há exceção que justifique essa brutalidade. Mas não tenho dúvida alguma de que, aceitando-se que o serviço possa ser suspenso, tal decisão deveria ser muito bem pensada, passando por quantas instâncias superiores existam.

Também é inaceitável que um ato que afeta tanta gente não seja esclarecido em seus mínimos detalhes. Hoje já não se entendem decisões tomadas "porque sim": se vamos ficar sem um serviço essencial, precisamos saber por que isso aconteceu. Além disso, quem dá uma ordem dessas, através da qual tanta gente é prejudicada, precisa, no mínimo, prestar contas à população — e não mandar dizer, por nota, que "não vai comentar o caso".

Do jeito que aconteceu, a suspensão do WhatsApp mais parece uma grande chantagem coletiva do que uma decisão judicial racional, baseada na letra da lei.

A situação é tão bizarra que, no meio da tarde, o site do Tribunal de Justiça de Sergipe caiu. Ou foi vítima de ataque de hackers ou não aguentou a quantidade de buscas feitas por pessoas que queriam saber por que estavam sendo tolhidas no seu direito. E por onde a Justiça sergipana se manifestou, alternativamente? Pelo Facebook, dono do WhatsApp. Sorte a sua que o Facebook estava no ar. Porque, do jeito que as coisas vão, ele também podia estar suspenso, graças à ação de um outro juiz qualquer: afinal, existem no país 16.429 deles.

22 abril, 2016

Gabeira transforma em pó a argumentação imunda do PT – Ceticismo Político







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Toda vez que um petista – ou membro de suas linhas auxiliares, como PSOL, PCdoB, PDT e Rede – abre sua boca para falar do impeachment, o que vemos é uma sucessão de mentiras absurdas. Os incautos ficam cada vez mais importantes, mas ao mesmo tempo cada vez mais essas mentiras estão sendo também desconstruídas, inclusive por algumas pessoas da esquerda, como é o caso de Fernando Gabeira.


Em entrevista à Istoé, ele lembra que o pedido de impeachment é perfeitamente constitucional, além de demolir outras mentiras lançadas pela escória.

Veja algumas perguntas e respostas da entrevista, clique aqui: Gabeira transforma em pó a argumentação imunda do PT – Ceticismo Político


07 abril, 2016

Realizada no RJ união estável poliafetiva

A primeira união estável entre duas mulheres e um homem foi assinada nesta sexta-feira, 1º, no estado do Rio de Janeiro.

O funcionário público Leandro Jonattan da Silva Sampaio, 33 anos, a dona de casa Thaís Souza de Oliveira, 21 anos, e a estudante de técnica de enfermagem Yasmin Nepomuceno da Cruz, também de 21 anos, realizaram a união no 15º Ofício de Notas.

Segundo o jornal 'O Globo', o trio decidiu oficializar a união para facilitar direitos que podem ter em comum, como plano de saúde.

Os três residem juntos em Madureira, onde nasceram, em uma casa de um quarto. Eles planejam vender a casa para poder aumentar a família.

Leia mais, clique aqui:
http://camilavazvaz.jusbrasil.com.br/noticias/320424931/poliamor-duas-mulheres-e-um-homem-realizam-uniao-estavel?utm_campaign=newsletter-daily_20160406_3138&utm_medium=email&utm_source=newsletter

05 março, 2016

Como é difícil ser filho do Manoel da Casa Itaperuna

Não é fácil.
Bom Jesus perdeu um grande homem. Eu perdi meu pai, minha inspiração. Uma inspiração apenas, pois ser como ele é impossível.

Como é possível ter a generosidade de um homem que, desde que me entendo por gente, procurou fazer (e sempre fez) o bem? Lembro-me de que quando íamos a Marataízes, antes do inverno, e ele levava centenas (isso mesmo, centenas!) de cobertores e ia nas comunidades carentes distribuir os cobertores para as pessoas. Não havia nessa atitude nenhum interesse, pois as pessoas nem ao menos sabiam seu nome.

Sentado em sua cadeira de balanço, na varanda de nossa casa de praia, quando ouvia o barulho do caminhão de lixo, pedia a minha mãe, ou a quem estivesse pela cozinha, para que levassem água, alguma coisa para comer e sempre oferecia uma bebida "para animar". Fazia o mesmo com vendedores de picolé, vendedores de peixes, vendedores de frutas ou qualquer outro ambulante. Muitos se tornaram amigos e iam sempre à nossa casa. Compartilhava o que tinha à nossa mesa.

Até farelos e miolos de pão (devidamente picados pelas crianças) eram colocados nos muros para os passarinhos.

Como é possível ter o seu desprendimento? Na sua empresa, jamais houve preconceitos. Brancos ou negros, velhos ou jovens, Vasco ou Flamengo, católicos ou evangélicos, eleitores a favor ou contra o governo... nunca houve qualquer tipo de discriminação ou tentativa de imposição. Tanto é verdade que ele torcia pelo Vasco da Gama e eu torço pelo Flamengo. Ele foi padrinho de filhos de seus funcionários e deu um filho para ser apadrinhado por um deles. Aliás, para ele nunca houve esta divisão: patrão/empregado. Eram amigos, companheiros, parceiros.... irmãos! A Casa Itaperuna era (e é) uma família. Raro encontrar empresas com funcionários com de mais de 30 anos de serviço. A Casa Itaperuna possuía vários nessa condição.

Como é possível ter sua humildade e simplicidade? Empreendedor e empresário de sucesso, viveu com simplicidade. Não frequentava restaurantes, clubes, bares ou festas – preferia a intimidade, o aconchego do seu lar e o convívio com os que amava. Viveu para a família e conosco sempre foi extremamente generoso. Discrição sempre foi a tônica de suas atitudes.

Meu pai sempre foi, e sempre será, meu maior exemplo. Exemplo de generosidade, de humildade, de trabalho e de superação. Foi um guerreiro que, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca se abateu. Sempre foi mais forte do que nós e sempre tinha uma solução serena e equilibrada para as adversidades.

As inúmeras dificuldades da vida jamais abalaram sua fé em Deus, sua confiança na vida, sua determinação para o trabalho e sua disposição para ajudar e servir a quem manifestasse necessidades ou dificuldades.

Sua alegria e sua determinação em viver uma vida correta e digna, continuarão guiando meus passos e, com certeza, os passos de todos os que tiveram o prazer de conviver com ele.

Jamais terei a ousadia de tentar ser como ele, mas o terei sempre com exemplo e inspiração.

No dia de seu velório, por diversas vezes ouvi a seguinte frase: este homem ajudou muita gente. Ouvi dezenas de relatos de situações que eu nunca soube. Situações que ele nunca divulgou.

Por isso, ainda enlutado e consternado com seu falecimento (prematuro), agradeço sensibilizado, em nome de minha família, às inúmeras manifestações de apoio, carinho e solidariedade de todos aqueles que de alguma maneira participaram de sua vida.

As manifestações se deram da mais variadas formas: redes sociais, telefonemas, flores, visitas e etc. Nas redes sociais foram milhares de "curtidas", comentários, citações e postagem que não consegui responder a todos individualmente – e faço agora em nome de nossa família.

Agradeço de modo especial aos amigos e parentes que se deslocaram de suas cidades e fizeram questão de estar conosco neste momento.

Em nome de nossa família, repito, agradeço também aos médicos que o assistiram nesses últimos dias: Dr. Maurício, Dra. Rafaela, Dr. Bruno, além de nossos conterrâneos e amigos que a ele dispensaram especial atenção: os irmão e médicos Drs. Bruno e Daniel. Agradeço também a toda equipe e funcionários do Hospital do Câncer de Muriaé (Fundação Cristiano Varela) que se dedicaram em cuidar do meu pai, e à todos que contribuíram com carinho, visitas e cuidados no decorrer de sua enfermidade.

E como agradecer ao nosso quase irmão Betão? Médico, afilhado de meu pai, esteve conosco diuturnamente, e o "paparicou" de todas as formas. Não existe forma de agradecer tamanha dedicação.

Agradeço ainda à todos que lotaram a capela mortuária Chiquita Menezes e aos que, por ele, rezaram em silêncio.

Nossa família só tem a agradecer à todos.

Meu pai, o Manoel da Casa Itaperuna ou o "Mané Retalho" (como era carinhosamente chamado por alguns) vai estar com Deus, mas seu legado e sua memória viverão para sempre entre nós.

Por fim, sinto-me agradecido por ter tido a oportunidade de conviver com um homem de seu quilate e que, além de tudo, sempre me deu amor, carinho, proteção e grandes ensinamentos.

Obrigado pai.