26 outubro, 2026

Não estou revoltado com a derrota de Bolsonaro. Estou indignado com a reeleição de Lula!

O Brasil não elegeu um projeto de futuro. Reelegeu um passado interminável.

O que me revolta não é a derrota de um político. É a escolha de um país que, tendo dimensões continentais, riquezas extraordinárias e um povo capaz de trabalhar e produzir, decide entregar mais quatro anos de seu futuro a que já teve décadas para construí-lo e não o fez.

O que me revolta é ver o Brasil apostar novamente em um líder envelhecido politicamente, arrogante, desgastado e cercado pelo fantasma da corrupção. Um Lula que parece confundir o futuro do país com a perpetuação do próprio poder, como se o Brasil não tivesse gente nova, ideias melhores e alternativas capazes de romper com esse ciclo. Um governo que trata o dinheiro público do contribuinte como patrimônio particular.

Não é a derrota de Bolsonaro que me entristece. É a vitória de Lula que me preocupa. 

Não por paixão partidária, mas pelo que considero um sinal alarmante de que parte do país prefere repetir velhas fórmulas a enfrentar os próprios problemas.

Enquanto isso, milhões de brasileiros trabalham até a exaustão, aposentados lutam para sobreviver, jovens perdem a esperança e tantos outros vão embora porque já não enxergam perspectivas em seu próprio país. Tenho exemplo disso em minha própria família.

O Brasil não nasceu para viver de promessas, discursos populistas e propaganda política. Não merece ser prisioneiro de disputas ideológicas nem refém de lideranças que insistem em se apresentar como salvadoras da pátria.

Minha indignação não é eleitoral. É nacional. É racional.

Não me entristece ver um político derrotado. Faz parte do jogo democrático. Sofro por um país que, a meu ver, desperdiça mais uma oportunidade de virar a página e insiste em olhar para trás e eleger uma figura que se recusa a deixar o ontem terminar e abrir caminho para se construir um amanhã.

Porque uma coisa é perder uma eleição. Outra, muito mais dolorosa, é ver uma nação inteira renovar a confiança em um projeto que considero ultrapassado, enquanto o futuro continua esperando.

Não é o político que perdeu as eleições que fará falta. É o Brasil que poderia ser — e que, mais uma vez, corre o risco de não ser.

Nenhum comentário: